
Perdoem-me se possível por dar vida ás aberrações,
Emprestei meu pó, com as melhores intenções.
Permito me usarem tirando o melhor aproveito,
Sem consideração, me tratam com desrespeito,
Com maldade e ignorância.
O homem prepotente mostra sua ganância,
Destroem a terra que só daria farturas,
Sofrem as conseqüências as boas criaturas.
Ainda não satisfeito, pensando que é perfeito
Mata seu irmão, se julga no direto
Sem dó nem piedade, no coração há maldade.
Homem cruel de sentimento impuro,
Derrama na terra o sangue púrpuro,
Dos inocentes que sonhavam em ser gente decente.
Mães hoje choram suas dores causadas pelo pânico e horror.
Emprestei meu pó para a raça humana.
Não tive a intenção de criar a mente insana.
Ao pó estes retornarão junto com o sangue que derramaram
Inocentes e culpados terão o mesmo destino.
Uma lei, uma regra, talvez seja a criação o maior dos meus desatinos...
Mara Mello

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