ESCREVER É...
MINHA ALMA SENDO EXPRESSADA COM PALAVRAS RIMADAS OU NÃO.
SÃO AS PALAVRAS ABRINDO CAMINHO PARA ALMA EXPRESSAR QUE TEM SENTIMENTO E RAZÃO

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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Outubro Rosa


Conhecido em todo o mundo por Outubro Rosa,este mês é dedicado a prevenção do câncer de mama.
O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro
Neste mês todas as mulheres entre 40 a 69 anos de idade são estimuladas a fazer o exame mamográfico. Se você não está nessa faixa etária, informe suas amigas, familiares e conhecidos para conscientizar essa prática simples e que salva milhares de vidas!
O material serve para tirar dúvidas, informar e derrubar mitos sobre a doença. Com a detecção precoce do câncer de mama, as chances de cura para a doença aumentam muito, e todas as mulheres precisam se conscientizar sobre a importância dos exames.  
Principais recomendações:
Mamografia - anualmente após os 40 anos.
Exame clínico das mamas - a partir dos 20 anos como parte do atendimento médico integral da mulher.
Autoexame - mensalmente, de sete a dez dias após o início da menstruação, quando as mamas estão menos sensíveis. Para as mulheres que não menstruam mais, deve-se escolher um dia no mês.
Ultrassonografia - é indicada em casos específicos como exame complementar, particularmente  em mulheres jovens, à procura de cistos ou nódulos ou, ainda, para diferenciá-los. Também permite orientar outros procedimentos como punções e biopsias.
Também é importante lembrar que dicas e hábitos saudáveis faz toda a diferença.
- Evite o consumo de cigarros e bebidas alcoólicas.
-Tenha uma dieta saudável, com variedades de frutas, legumes e verduras.
-Diminua o consumo de produtos que tenham gordura animal.
-Não faça uso de hormônios e anticoncepcionais sem o devido acompanhamento médico.
-Pratique atividades físicas,pelo menos quatro a cinco horas semanais, em intensidade leve ou moderada, desde que não exista contraindicação.
A obesidade é uma doença relacionada principalmente aos maus hábitos alimentares e ao sedentarismo. O excesso de peso aumenta os riscos de desenvolvimento de tumores no organismo.
É importante você saber a respeito do câncer de mama porque é o câncer mais comum entre as mulheres e se for diagnosticado em estágio inicial, pode ter cura. Se não for tratado pode se alastrar para órgãos vitais, como ossos, pulmão e fígado, e levar a morte.
A maioria dos caroços da mama são benignos, isto é, não são câncer. O câncer em fase inicial geralmente não apresenta nenhum sinal, só é detectável por algum tipo de exame, principalmente mamografia, e não dói.
A doença pode mostrar diversos sinais como vermelhidão, inchaço, coceira, ferida, saída de sangue ou água cristalina pelo bico da mama e presença de algum caroço. Dor em geral aparece em casos mais avançados do câncer.
Hoje em dia com variados tipos e cirurgia, avanço da radioterapia, da quimioterapia e da hormonioterapia a cura é uma realidade. Quando descoberto em fase inicial (até 1cm), existe mais de 90% de chances de cura. Mesmo quando descoberto em fase ais avançada (5cm ou mais), as chances de cura também existem (cerca de 30%).
Em câncer de mama o  mais importante é o diagnóstico precoce: quanto antes for descoberto, maiores são as chances de cura.

Informações do Instituto Se Toque - Organização sem fins lucrativos

sábado, 11 de outubro de 2014

Um pouco mais criança

Quanto tempo faz que você não sorri de felicidade?

"- Sabe, Anny, nunca se esqueça de sorrir e nunca se esqueça de como é ser criança.
- Mesmo quando eu for adulta? - ela indagou, confusa.
- Principalmente quando você for adulta - falou o rapaz. - Preste atenção no que eu vou lhe
dizer. A diferença entre os adultos e as crianças é que, quando crescemos, aprendemos a usar
palavras dificeis, achamos que entendemos tudo, aprendemos a nos distanciar dos sonhos e
fingimos, fingimos muito. Porque sempre nos preocupamos em manter as aparências, e não
em fazer coisas que nos deixam realmente felizes. Deixamos de nos encantar, de dar valor ao
que tem valor, de fazer o mundo ao nosso redor sorrir, e de sorrir de volta para ele. Não nos
permitimos fazer coisas diferentes, porque seguimos regras o tempo todo. Aí, cada vez mais
pensamos que podemos controlar tudo e a todos; e ensinamos as crianças, quando, na verdade,
elas é que deveriam nos ensinar.
- Como as crianças podem ensinar os adultos, Pepeu?
- É simples - ele continuou -, as crianças sabem o que realmente importa na vida, acreditam
nos sonhos e transformam tudo com pureza e sorrisos. Os adultos deveriam apenas se lembrar
de carregar tudo isso, mas sempre se esquecem. Aquilo que realmente importa é perdido ao
longo do caminho.
- Por isso você é assim, Pepeu? Um menino por dentro..."

Trecho do livro: Jogando Xadrez  com os Anjos

sábado, 27 de setembro de 2014

Nota sobre a morte


Quero falar de vida! Quero falar para que vivam conscientes que a morte é certa.
Sem medo, sem tristeza, apenas é para onde estamos caminhando.
Quando falo sobre a morte não quero parecer deprimente, embora sei que leva para este caminho.
Quero falar de vida! Quero falar para que vivam conscientes que a morte é certa.
Sem medo, sem tristeza, apenas é para onde estamos caminhando.
Viver olhando nos olhos da morte, esperando o dia que ela estenda as suas  mãos e diga: Acompanhe-me.
Segui-la não é uma questão de escolha. Obedecê-la vai contra tudo que lutamos em busca da liberdade de decidir a nossa própria vida.
Alimentamos fantasias descontraindo a realidade, afinal ela nem sempre é tão bonita como imaginamos...
Será mesmo?
Quando olhamos nos da morte, o que vemos é comparado com um vendaval, levando todos os livros que lemos, todos os amores que vivemos, todas as confusões que fizemos...
Nas profundezas desse olhar, nada do que aconteceu aqui parece eterno, muito menos verdadeiro.
Tudo o que nos resta é estender as mãos, mas, não há tempo, não há mais mãos.
Há apenas um corpo vazio, enquanto a alma longe do tempo se entrega a Ela a quem sempre pertencemos.

Mara Mello

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Quem sou eu?


Como sabemos, nascemos e morremos só, por isso este é o nosso estado natural, vindo a nos relacionar acidentalmente, formando assim as sociedades. 
Porém, é necessários os momentos solitários com a finalidade de um mergulho profundo na nossa intimidade, e assim conhecemos a nossa verdadeira identidade, sem rótulos, sem conceitos, sem máscaras.
Pois é na sociedade, nos nossos relacionamentos,que escolhemos partes de quem somos. Digo partes porque a nossa totalidade não é aprovada, não é aceita. 
Em outras palavras, podemos dizer  que, o que acontece na sociedade é externo, não é o que o homem é na sua essência, é apenas a relação com os outros acontecendo numa seleção do que pode e não pode ser revelado.
Os relacionamentos são apenas o nosso lado de fora polido, o que nos faz esquecer ou ignorar quase ou, completamente quem somos nós no nosso intimo.
Pode parecer estranho, até absurdo, mas, assumimos a segunda identidade, esta formada em cima da versão que os outros tem sobre nós com base no pouco, e ainda polido, que revelamos sobre nós mesmos.
O mais interessante é que, até nossos consumos diários  alimentam esta segunda identidade.
Nós mulheres entendemos muito bem sobre esse assunto, e um bom exemplo deste comportamento é quando estamos cuidando da nossa vaidade. Tanto é verdade, que um simples corte de cabelo, ou uma cor de esmalte, normalmente é pedido a opinião de alguém, demonstrando precisar de alguma aprovação.
Estes aparentemente inofensivos gestos, não seriam graves se não fossem uma busca por consentimento, uma aprovação, evitando posteriormente qualquer comentário contrário.
Dificilmente a sociedade consegue viver sem rótulos, mas, facilmente a sociedade confunde 
 a diferença entre rótulo e identidade real, fazendo cobranças, tornando a vida de todos complicada e sem sentido.
Ninguém consegue sentir paz, ter uma boa auto estima, viver livre da ansiedade, quando vive desconhecido para si mesmo, sustentando estes tais rótulos.
Normalmente é demonstrado indignação com ponto de vista alheio, mas, não há quem está salvo de fazer o mesmo, rotulando as pessoas de acordo com seus os próprios conceitos.
Por causa destes tais rótulos, é comum acontecer ao longo da vida, algumas confusões que geram dificuldades aos homens de como viver bem em sociedade, e a grande pergunta se torna inevitável:
Quem sou eu?
Esta pergunta mostra a falta de conhecimento da pessoa sobre ela mesma,  e esta ignorância não pode ser resolvida por nenhum conhecimento que os outros podem lhe dar.
O que poucos sabem, é que as partes que estão encobertas,reprimidas, criam doenças, por isso, em muitos casos, a ajuda da psicanálise é importante.
Toda a psicanálise de Freud consiste em trazer para fora a parte escondida. Levam anos antes de a pessoa ser curada. Mas o psicanalista não está fazendo nada, ele está simplesmente trazendo para fora a parte reprimida. 
Simplesmente trazê-la para fora se torna uma força curativa.
O que isso significa? Significa que a supressão é a enfermidade. É uma carga, uma carga pesada.
A necessidade do ser humano é de confessar a alguém, de dizer, expressar; que alguém o aceitasse  totalmente. 
É isso o que significa amor: não rejeitar o ser.
O que quer que seja – bom, mau, santo, pecador – aceitar á todos na sua totalidade, é não rejeitar nenhuma parte.
 Eis por que o amor é a maior força curativa, ele é a mais antiga psicanálise. 
Sempre que amamos uma pessoa, estamos abertos a ela, e só por estar aberto, suas partes cortadas, divididas são religadas – Nos tornamos um.
Mas, até o amor se tornou impossível.
Ninguém tem muito interesse pelo verdadeiro ser. Assim surgiu a ajuda profissional.
O paciente paga alguém para ouvi-lo. E então entra ano, sai ano, ele o ouvirá todos os dias, ou duas vezes por semana, ou três vezes por semana, até acontecer a cura. 
Isto parece milagroso! Por que alguém pode ser curado só por ser ouvido?
O simples fato de alguém prestar atenção sem nenhum julgamento, pode dize qualquer coisa que esteja dentro. 
E só por falar, aquilo vêm à superfície e se torna uma parte do consciente. Quando você corta algo, proíbe algo, reprime algo, você está criando uma divisão entre o consciente e o inconsciente, o aceito e o rejeitado. Essa divisão tem de ser jogada fora.
Devemos permanecer atentos, cuidadosos a todo momento, a fim de observar quando estamos forçando os rótulos, prejudicando a identidade alheia, mas, para resgatar a própria identidade, podemos recorrer ao método mais milagroso por sua eficiência:
Permanecer um tempo na solidão
Todas as religiões dizem que o homem tem de entrar em retiro para conhecer a si mesmo. A pessoa não precisa ficar lá para sempre, isso é inútil; mas a pessoa tem de ficar em solitude por um tempo, por um período. E a extensão do período dependerá de cada indivíduo. Maomé ficou em solitude durante alguns meses; Jesus por somente alguns dias; Mahavir durante doze anos e Buda durante seis anos. Depende. Mas a menos que você chegue ao ponto onde você possa dizer “agora conheci o essencial”, é imperativo ficar sozinho.
Para o auto conhecimento é necessário que o homem passe algum tempo sozinho, mergulhando na sua profunda e total solidão
É importante deixar um pouco a sociedade, e isso significa deixar a situação onde a repressão se tornou inevitável.

Mara Mell

domingo, 21 de setembro de 2014

A importância da Gratidão

"A gratidão aumenta o seu êxito exponencialmente, pois toda a gratidão constitui uma emoção de elevada energia. Escreva todos os dias num livro de gratidão ou agenda diária, a gratidão que sente pelo que é bom e pelo que não é assim tão bom. O que não é tão bom está simplesmente a indicar onde é necessário colocar mais pensamento e ação. Como tal, considere qualquer obstáculo como boas notícias, sinal de que está a avançar. Esteja atento à emergência de antigos padrões (que causam as tais coisas menos boas) e mude-os à medida que avança. (...)
A gratidão é um sentimento expansivo que abre a janela da alegria e da manifestação. Esteja grato pela luz do sol, pelas aves que cantam, pelo seu lar, as suas competências, as pessoas especiais da sua vida. Pergunte a si próprio 'por que coisa estou grato neste momento'? (...)
"

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O Dia Do Curinga




Link para quem deseja ler o livro on line: O Dia do Curinga

http://cabana-on.com/Ler/wp-content/uploads/2013/09/Jostein-Gaarder-O-Dia-do-Curinga.pdf


De: Às de Copas
Para: "O" Curinga

"Você já pensou que num baralho existem muitas cartas de copas e de ouros, outras tantas de espadas e de paus, mas que existe apenas UM CURINGA?"
Esse é o ponto de partida da instigante trama do romance "O Dia do Curinga", do escritor norueguês Jostein Gaarder. O mistério do jogo de Paciência e suas cartas são desvendados ai. Conta a história de um garoto chamado Hans-Thomas e seu pai, que cruzam a Europa, da Noruega à Grécia, à procura da mulher que os deixou oito anos atrás. No meio da viagem, um misterioso livrinho com letras microscópicas e uma lupa providencial, que é dada por um anão num posto de gasolina e que permite ler o seu conteúdo, desencadeia uma narrativa paralela, em que mitos gregos, maldições de família, náufragos e uma ilha paradisíaca possuidora de uma inebriante bebida cintilante e habitada por seres fabulosos, em que cartas de baralho ganham vida e o rei é o curinga, transformam a viagem de Hans-Thomas numa autêntica iniciação à busca do conhecimento - ou à filosofia. "O dia do Curinga" é a história de muitas viagens fantásticas que se entrelaçam numa viagem única e ainda mais fantástica.

Em meio a esse emaranhado de aventura, "O dia do Curinga" faz refletir sobre o mundo, sobre a vida e de como não permitir que os seres humanos se tornem acomodados e rotineiros, que não se transformem em seres que não pensam sobre as questões filosóficas do mundo e nem se surpreendem com as situações vividas.

No curioso jogo de paciência do dia do curinga da ilha, muitas "frases" são ditas e, em um primeiro momento, são vistas como desconexas, mas depois, juntando-se todas e "arrumando-as" em seus devidos lugares, vão formando uma história que faz todo o sentido, da mesma forma pode ser com a vida, mas ás vezes, o mundo não está maduro suficiente para ouvir a história das cartas da paciência.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A espera pelas pessoas encantadas


Nas conversas com os amigos, no trabalho, na família, andando na rua, no salão de cabeleireiro, em qualquer lugar e com qualquer pessoa, podemos observar muitas coisas nesta complexidade que somos como seres humanos.
Foi assim que numa conversa rotineira com uma pessoa amiga, percebi que estamos sempre a espera das  "pessoas encantadas".
Assim que pessoas se aproximam, inconsciente desta atitude, as recebemos com esperança de que sejam as pessoas certas para um relacionamento maravilhoso.
Pode ser apenas para um bom bapo, uma convivência rápida ou uma relacionamento mais profundo, o importante é que sejam pessoas interessantes, compreensíveis, alegres, espontâneas, sinceras, ...
Todo encanto se desfaz dia após dia, quando nos deparamos com uma realidade despropositadamente mista, entre o que é belo de fato  e o que é belo apenas na aparência exigida para uma boa representação social.
Podemos ver isso nas crianças que acreditam na onipotência dos pais, diante do carinho, da atenção e de todos cuidados que recebem em forma de proteção,  entrando em conflito quando começam a perceber que eles, seus pais, são tão vulneráveis como qualquer outra pessoa.
Os pais que aguardam cheios de sonhos a chegada dos filhos, logo enfrentam uma realidade um pouco diferente, que pode ser desde a chegada de um filho com uma saúde frágil, como também pode ser um filho com uma personalidade muito complicada, desfocando um pouco a imagem da família perfeita, representada muito bem apenas nas fotos, onde todos estão sempre sorrindo, como se vivessem em perfeita harmonia.
 Novas amizades chegam trazendo muitas alegrias,mas, como nada é perfeito, não demora muito e os "defeitos" dos amigos passam a serem mais graves que as boas risadas e os momentos afetuosos.
Quem é que não se enche de esperança quando inicia um novo trabalho, ou muda para uma nova casa?
O que é bom pode durar pouco, ou ficar abalado, assim que começar as injustiças, as maledicências e as implicâncias com os novos colegas ou, com os novos vizinhos.
As pessoas perfeitas deveriam chegar colaborando para uma vida serena, mas, de repente, ela têm ou faz algo decepcionante.
Com o tempo esta pessoa demonstra não ser sábia o suficiente para levar uma vida equilibrada, muito menos é dedicada ao próximo como manda as leis Cristã.
Há quem diz que algumas mulheres esperão pelo seu príncipe encantado ou, que há alguns homens esperando pela princesa encantada, mas o que vejo é que esta espera se estende muito além dos relacionamentos amorosos.
O mais interessante que há uma grande resistência em admitir que a vida é feita apenas por pessoas que nunca foram encantadas, que nasceram e vão morrer imperfeitas. 
É neste meio que todos, sem exceção, se enquadram e esta ilusória espera chega ao fim quando cada um de nós admitir a sua própria imperfeição.
Talvez ajude olhar no espelho e dizer em voz alta:
" Reconheço que dificilmente satisfaço quem de alguma forma se relaciona comigo, como também reconheço que a pessoas não tem nenhuma obrigação de corresponder adequadamente aos meus planos de convivência perfeita. Ninguém tem nenhuma responsabilidade em corresponder e satisfazer minhas expectativas."
Vivemos num ciclo expansivo de insatisfações, e devemos ter a consciência que as pessoas são vistas como "sapos" justamente porque não respeitamos as diferenças alheias e queremos impor uma perfeição padronizada que até hoje, ninguém alcançou.

Mara Mello

terça-feira, 3 de junho de 2014

Até que a morte nos separe



Foi numa manhã fria, dos primeiros dias do mês de Junho, que percebi  o quanto eu o amo. Acordei um pouco preguiçosa, depois de uma noite muito bem dormida, e tão logo pude senti-lo...
Tão meu!
Puxei a coberta nos aquecendo de forma convidativa a permanecer ali por um pouco mais de tempo, entre a proteção e o conforto. 
Agradecida por mais um dia, agradeci também a "ele" por permanecer comigo em todos os momentos, os bons, os ruins, e os monótonos.
Foi assim que comecei a perceber um sentimento novo e muito agradável.
Talvez, com a certeza da  presença constante, sempre "o" tratei com uma atenção básica, voltada mais as minhas necessidades e vaidades.
 Parecia-me tão normal tê-lo que nunca prestei atenção no quanto o ignorava, valorizando muito mais o meu ego, buscando ser amada, reconhecida, buscando por muitas vezes olhares sinceros, e não percebia que isso somente "ele"  é que poderia me dar com a perfeição.
Terminava ali qualquer busca...
Célula por célula...Uma vida, me proporcionando os meios para cumprir meus propósitos, e eu sempre preocupada em cuidar para continuar apenas "usando", certa de que estava sabendo como usá-lo. Certa de que fazia o meu melhor por "ele".
Não sabia o que era me apaixonar de verdade.
Pensava que conhecia tudo sobre o  amor, e percebi que não era verdade, até o momento que entendi que ele sempre esteve junto a mim e não estava amando-o, não o reconhecia suficientemente, não era grata o bastante.
Sinto algo maravilhoso pelos meus pais, pela minha filha, família e amigos, e por alguns que nem permanece mais na minha vida, e chamo este sentimento de amor, mas o que descobri nesta manhã fria, é único.Não posso explicar, pois não haveria palavras.  
Demorei tanto para entender o significado do verdadeiro amor, simplesmente porque acreditava que deveria sentir pelo próximo, enquanto a mim respeitava acreditando ser amor. 
Tão meu, tão eu!
Meu corpo e suas funções, cheio de dores e prazeres.
Minha alma e seus propósitos, realizando-se com altivez e confiança.
Pele pouco hidratada, visão não é boa como antes... Vitalidade se acabando.
Meu amado corpo que tantos anos me serve, se contentando com o pouco que de mim recebe.
Minha alma dentro dele vibra feito criança mimada, querendo muito mais do que ele poderia me dar, e mesmo assim, continua se esforçando.
Olho para minhas mão e penso o quanto fui ingrata por cuidar para que permanecessem belas e pouco valor dei ao que elas produziram.
Escrevi, bordei, cozinhei, cuidei da família, entre tantas outras coisas importantes, e fiquei aborrecida todas as vezes que senti que meu trabalho não agradou. Pensei apenas em mim, no meu orgulho ferido, me esquecendo do quanto minhas mãos podem continuar a fazer, apenas porque ama.
Passei as mãos pelas minhas pernas e pés, massageando-os para aliviar as dores, e entendi que eles na verdade estão apenas pedindo para serem um pouco mais poupados, pois por mais longe que eu pretendia caminhar, eles não são mais fortes e velozes o bastante, porém, mesmo caminhando lentamente, continuam a me manter de pé.
O meu sorriso, que hoje não sorri com tanta facilidade, não tem mais a ingenuidade das gargalhadas, continuam brotando nos lábios expressando o que carrego na alma.
Minha voz alta que incomoda, minha mente dispersa que faz esquecer coisas importantes, minhas memórias que se ascendem feito tela de cinema...
Tudo tão meu! Tudo tão eu!
Olhei nos meus olhos, enquanto penteava os cabelos desalinhados e sorri!
Vocês,que sou eu, corpo e alma.
Eu estou neste corpo que me recebe com e por amor.
Eu recebi este corpo e somente hoje é que reconheço que apenas através dele é que tenho a oportunidade de experimentar esta vida.
Meu corpo é que me permitiu sentir o que  deixaras lágrimas rolarem, sendo elas de alegria, tristeza, dor, ou até mesmo quando me senti realizada.
Foi através deste corpo que pude sentir o medo que muitas vezes me paralisou, quando o ódio se fez presente, ainda assim se encheu de coragem e virou o jogo.
É através do meu corpo que elevo os meus pensamentos, buscando a força divina, que acalmo o coração, busco na fé a coragem,  transformo em perdão tudo aquilo que desaprovo, deixando aqui nesta vida, um bom testemunho.
Meu corpo sorri e contagia todos que estão a minha volta quando a minha alma também está sorrindo.  
Mesmo  quando está desanimado, meu corpo conclui dia após dia, para satisfazer a minha alma, e ela simplesmente dança!
Olhei nos meus olhos através do espelho e agradeci!
Respirei... Senti meu corpo... 
Entendi que apenas Eu estava ali, e que apenas Eu permaneceria ali até o fim.
Tão meu! Tão eu! 
Eu!
Meu corpo e a minha alma.
Uma união perfeita!
Um encontro que somente na solidão é que pode acontecer.
Não é uma solidão triste... É apenas o barulho que cessa, é a confusão que se aquieta.
É a aliança preparada por Deus.
Foi o nascimento que nos uniu.
O casamento perfeito entre a alma e o corpo.
Os nossos filhos, serão as nossas obras.
Um união que acontece num momento qualquer, num pequeno lugar solto no infinito...
Um corpo que veio do pó, uma alma que vêm da essência divina. Uma junção que aqui ganhou uma identidade..
Esta identidade simboliza a aliança, entre o que sou eternamente e cada célula que me aceitou, mesmo que por um período tão curto.
Apenas nesta vida, com este corpo me chamo Mara.
Encontrei neste relacionamento o amor incondicional
Certamente me lembrarei com gratidão, por toda a eternidade deste amor que só a morte pode nos separar!

Mara Mello

domingo, 23 de março de 2014

Mulheres Curadoras


Clarissa Pinkola disse que, toda mulher parece com uma árvore. Nas camadas mais profundas de sua alma ela abriga raízes vitais que puxam a energia das profundezas para cima, para nutrir suas folhas, flores e frutos. Ninguém compreende de onde uma mulher retira tanta força, tanta esperança, tanta vida. Mesmo quando são cortadas, tolhidas, retalhadas, de suas raízes ainda nascem brotos que vão trazer tudo de volta à vida outra vez.
Quero expressar minha gratidão especialmente as Mulheres Curadoras, que com sabedoria trabalharam a favor do próximo, usando esta força, esperança, e a certeza que há maravilhas a serem feitas com as energias invisíveis aos olhares humanos.
Mulheres que, dominavam os tratamentos a partir das ervas medicinais, o que deu origem a lenda que elas produziam " poções mágicas", que na verdade eram apenas medicamentos feitos dessas ervas medicinais. em virtude disso, essas curandeiras eram muito conhecidas na região em que habitavam e possuíam um grande prestígio social.
Erveiras, raizeiras, benzedeiras, mulheres sábias que por muito tempo andaram sumidas, ou até mesmo escondidas evitando confronto com os conceitos equivocados que sofriam.
Hoje, depois do desprezo, tortura e até morte, quando foram declaradas como Bruxas e perseguidas,elas voltam com a cabeça erguida liderando com competência, conquistando cada vez mais espaços antes nem imaginados.
O desafio dessas mulheres prevaleceu como tudo que é bom e verdadeiro, e foram vencidos com muita humildade e persistência, pois,a maioria realizou e ainda realizam seus dons com criatividade, demonstrando que isso faz parte do conhecimento conservado no inconsciente feminino.
O trabalho dessas mulheres serviu de base para muitas pesquisas cientificas que hoje são repassadas nas universidades e usados na medicina moderna, mesmo que sem admitir que foram elas as primeiras a praticar tais métodos,
Quando há alguém doente ou com dores, sempre aparece uma mulher para oferecer um chazinho, fazer uma compressa, dar um conselho sábio. Na verdade, este é um retrato que antes era associado as a mulher idosas, como um arquétipo da ‘curadora’, também chamada nos mitos de Grande Mãe.
Atualmente esta associação está se modernizando e encontramos mulheres de todas as idades, com diplomas de pós-graduação nas mãos.
Seu saber mudou de nome. Chamam de terapia alternativa, medicina vibracional,  massagistas com um toque de mão diferente, as fitoterapias, astrólogas, psicólogas,  práticas complementares.
Uma forma um pouco mais formal de serem  reconhecidas e respeitadas, atendendo em consultórios, fazendo palestras, escrevendo livros, repassando seus conhecimentos, certas de que chegou o momento da humanidade saber que todos possuem e também podem exercer estes dons, antes guardados por elas, repassando apenas de mães para filhas.
Gradualmente e pacientemente, essas mulheres que antes eram vistas como mitos, lendas, ou até motivo dos olhares desconfiados, passaram a fazer parte da realidade até mesmo dos seus antes perseguidores. 
Quem nunca usou pelo menos uma receita de remédio caseiro recomendado pela avó, mãe, ou mesmo uma amiga?
Não só  com os remédios caseiros  estas mulheres contribuíram e continuam contribuindo, mas também de acordo com a intuição e dons, que vão desde, a força das palavras, usadas como oração, palavras positivas, conselhos sábios e força do pensamento.
Se a verdade é o que prevalece, estas mulheres e seus dons são a prova  de que não adianta tentar exterminar tais instrumentos de poderes, escondendo ou ignorando a verdade que há por de trás dessas práticas, pois mesmo com tantas transformações lá estão elas atuando e ajudando a humanidade nas mais diversas áreas.
Mara Mello

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

MUITO ALÉM DO PESO





Sugiro que assistam este documentário.
A realidade que estamos vivendo hoje, como as doenças e obesidade, são problemas que depende exclusivamente de cada um aprender a dizer NÃO.
Dizer NÃO principalmente ao consumo de alimentos/bebidas industrializados, com aparência e sabores apetitosos, mas que só tem trazido consequências nada prazerosas no decorrer do tempo.
Dizer que vai comer sim, porque todos vamos morrer mesmo e este é um prazer que deve ser aproveitado no máximo, é uma escolha,e todos tem direito de fazer a sua, porém para fazer uma escolha é preciso ter consciência dos possíveis problemas e se estão preparados para enfrentá-los. 



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Um livro chamado Vida


Que todos os dias, cada um escreva a tua história, sempre consciente que está interligada com as histórias dos demais personagem.
Cada um é protagonista da tua própria história e coadjuvante da história do outro, por isso, não tente entender, ou modificar o papel destinado aos demais.
Do nascimento até a morte, alguns papeis são para despertar novos talentos, novas possibilidades, mostrando nos que a vida é infinitamente criativa e muitas vezes de difícil compreensão.
Nunca culpe os demais personagens pelos papeis que eles representam, pois se foram escolhido certamente também foram capacitados, e mesmo assim também sentem insegurança ao atuar em cenas tão inusitadas.
Não lamente pelo seu papel, porque sempre acontecerá cenas de terror, ficção, drama, animação, comédia e o delicioso romance.
Escute a trilha sonora do momento e continue atuando.
Aceite o que o escritor criar e o que ele quiser transformar, porque esta obra pertence a ele.
O final ele já nos contou, é a morte. O que não interfere nas surpresas incríveis que nos aguardam em cada capítulo.
Vamos lá, sou a minha história, mas também faço parte da tua.
Venha!! Seu personagem é muito especial na minha história!


Eu saúdo a todos!!

Mara Mello.

domingo, 26 de janeiro de 2014

O Poema e a Flor


Oferecer um poema sem amor é como oferecer uma rosa sem cor.
Não sei se está frase é minha ou li em algum lugar, mas certa manhã acordei comose a estivesse escutando no fim de um sonho.
Refletindo sobre ela, me fez pensar em tudo o que nos dedicamos a fazer sem amor, apenas por obrigação, ou para corresponder aos padrões de conceitos pré estabelecidos.
Apesar de ser uma frase simples, encontrei nela uma ligação com o amor que oferecemos a todos com quem convivemos diariamente, e isso incluí coisas corriqueiras, mas que deixam marcas na vida por tempo indeterminado.
O poeta observa, senti e traduz o que de mais belo, ou o que de mais triste sente naquele exato instante, eternizando através das palavras a intensidade dos seus sentimentos.
Feliz de quem recebe um poema, ou uma música, onde as palavras ditas são as revelações do amor que há no coração de quem as ofertou.
Oferecer rosa á uma pessoa amada, é preciso delicadeza, sensibilidade, atenção ao detalhe do que cada cor representa, antes de oferecê-la.
Certamente não nenhuma satisfação em receber rosas sem vida, onde as cores já não podem mais serem definidas.
Eu, particularmente, nunca vi ninguém oferecendo flores em tais condições, mas se por acaso isso acontece, eu diria que, a pessoa quando não teve o cuidado de oferecer flores em melhores condições, estava num momento amargo, onde os bons sentimentos cederam espaço á insensibilidade, deixando transparente o que pior estava sentindo no seu coração.
Dificilmente alguém irá receber rosas sem cor, sem vida, mas facilmente poemas e músicas são oferecidas sem amor, e nestes casos o efeito é lamentável.
Na nossa vida diária, não precisamos ser poetas, nem oferecer flores o tempo todo para demonstrar o que de mais intimo sentimos.
Neste caso, não estou me referindo a romances, mas sim ao carinho, boa vontade, dedicação, desprendimento, e nada mais que na própria família para observar como estão os sentimentos da nossa doação.
Fazemos coisas semelhantes o tempo todo, e um bom exemplo é quando sorrimos ao cumprimentar um filho, ou filho cumprimentando seus pais, ás vezes com alegria/cor, ou ás vezes meio que automático/sem vida. Isso quando são famílias que ainda entende o que são valores familiares.
O nosso contato com o mundo é o reflexo do que sentimos, pensamos, somos, sendo assim, impossível esperar que a imagem refletida, a emoção transmitida, seja de amor, gratidão, confiança, muito pior é quando dentro do próprio lar esta imagem reflete apenas um vazio.
Nunca é tarde para entender que basta iniciar há qualquer momento, um elogio sincero, um abraço inesperado, um eu te amo apenas por você ser assim...
Fora de casa este exercício também pode ser um tanto difícil, mas se na família ele for deixado de lado, tudo que estaremos realizando será tão supérfluo quanto poemas sem amor, flores sem cor.

Mara Mello

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O Amor do Lírio: Mensagem de Líria

O Amor do Lírio: Mensagem de Líria



Cada pequeno descontrole emocional individual gera cargas energéticas negativas que ao serem somadas eclodirão em grandes catástrofes humanas.
É preciso que tireis do vosso pensamento o conceito de causa e efeito individual ou particular absoluto.

É claro que o ser quando está materializado do planeta Terra traz informações, em seu campo eletromagnético, ressonantes com as experiências que ele deve vivenciar a fim de evoluir.

É claro também que ele traz informações que contemplam a totalidade de sua história ao longo de sua existência.

Contudo, todos interferem na condução destas experiências por meio das vibrações mentais e emocionais que emanam.

Não é novo para vocês que as cargas eletromagnéticas do coração são mais poderosas do que as cargas eletromagnéticas do cérebro.

Por isso todos os mestres que a Terra recebeu e recebe, passam insistentemente a mesma mensagem e pedido para que amem-se uns aos outros.

Repito o que disse anteriormente porque parece que não ficou claro.

Não há ação que justifique a reação de barbárie que é feita com as crianças.

Na verdade não há nada que justifique a promoção, manutenção ou ação cruel.

Todos vocês já receberam ensinamento suficiente para compreenderem que aquilo que se faz ao outro se faz a si mesmo.

Então eu vos pergunto. És capaz de ferir a teu próprio corpo?

Achais isso natural?

Parece que a humanidade tem prazer em cultuar a dor.

Considerem isso e prestem muita atenção no que lhes direi agora.

A crueldade é um padrão eletromagnético advindo do coração e da mente de vocês humanos.

Vocês escolheram aceitar serem dominados por vossos egos inferiores.

Vocês escolherem aceitar serem dominados pelo medo, pela raiva, pela mágoa, pela culpa, pelos ciúmes, pela indiferença à dor do próximo.

Para tudo isso disseram “sim”. E ao fazê-lo nutriram um demônio chamado: crueldade.
A escolha está sendo colocada novamente à disposição de vocês.

Vocês escolhem acreditar que é possível um ser de outra dimensão ou planeta interagir com um ser da Terra para promover a cura da crueldade?

Ou vocês escolhem acreditar que tudo isso é fruto de uma mente em desequilíbrio?

Uma mente em desequilíbrio daria frutos positivos?

É muito simples denegrir o trabalho de quem quer que seja simplesmente desacreditando seu feitor, embora os feitos estejam à disposição.

Repito, a escolha está sendo colocada novamente à disposição de vocês.

Se optarem pelo amor e permanecerem nele acabareis com a crueldade e com tudo o que ela gera.

Todos e cada um são responsáveis sempre pelas escolhas que fazem.

Mais uma vez a solução é oferecida por meio da simplicidade.

Uma simples mandala.

Simples na forma, porém com um efeito tão complexo que não é possível lhes explicar seu funcionamento, pois seria como tentar explicar à borboleta porque ela bate as asas para voar.

Querem ajudar as crianças?

Querem eliminar a crueldade de vosso planeta?

Contemplem a mandala.

Espalhem a mandala.

Conscientizem-se de que a cada pensamento ou emanação negativa ou de não-ação vocês mantém o padrão de crueldade no planeta.

Muitos reagiram de forma enrijecida à primeira mandala.

Como reagirão à segunda?

Líria 

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